Verifique a Conformidade Regulatória e a Confiabilidade Operacional
Ao escolher um transitário para transporte internacional, focar na conformidade regulamentar e em um serviço consistente realmente reduz os problemas potenciais nas fronteiras. Empresas reais precisam de licenças específicas para operar legalmente. No caso do transporte marítimo, é necessária uma licença FMC da Comissão Marítima Federal. Para cargas aéreas, é exigida a certificação IATA, enquanto a maioria dos países também exige documentação local de registro. Esses documentos comprovam que a empresa pode lidar com a papelada aduaneira, transportar mercadorias sob garantia e assumir responsabilidade caso algo dê errado com a remessa. Antes de fechar qualquer parceria, verifique essas credenciais diretamente em sites governamentais, em vez de depender apenas do que a empresa afirma. Esse passo ajuda a evitar trabalhar com empresas falsas que podem desaparecer assim que surgirem problemas durante o transporte.
Confirme as licenças FMC, IATA e específicas por país para validar a autoridade legal
Verifique quais licenças se aplicam a diferentes métodos de transporte e rotas de expedição. Por exemplo, empresas que movimentam mercadorias por via marítima precisam estar registradas na Comissão Marítima Federal (FMC) ao lidar com operações de importação/exportação nos EUA. Empresas de frete aéreo devem possuir credenciamento da IATA, enquanto aquelas que atuam na Europa podem exigir o status AEO das autoridades da UE. Sempre verifique os detalhes da licença por meio de fontes oficiais, como o site da FMC, o diretório CASS da IATA ou escritórios locais de alfândega, para garantir que tudo esteja atual e válido. Se trabalhar com terceiros que não possuam licença direta, eles precisam apresentar comprovante de seu relacionamento com transportadoras devidamente licenciadas. Isso inclui contratos reais assinados e documentos que descrevam claramente a autoridade que realmente possuem.
Analise as taxas de entrega no prazo, sucesso no desembaraço aduaneiro e cumprimento documentado dos acordos de nível de serviço (SLA)
Solicite dados de desempenho auditáveis de 12 a 24 meses — não resumos comerciais — incluindo:
- Entrega no Prazo: 98% é o padrão de referência para provedores de nível premium
- Taxa de liberação alfandegária na primeira tentativa: Os melhores desempenhos mantêm >95% em principais corredores
- Conformidade com SLA: Registros verificados de prazos de resolução para atrasos, erros documentais ou discrepâncias na carga
Provedores relutantes em compartilhar relatórios padronizados com carimbo de data/hora—idealmente obtidos de plataformas neutras como CargoSmart ou INTTRA—geralmente ocultam execução inconsistente. Painéis internos sozinhos carecem de validação independente; exija registros exportáveis vinculados a IDs específicos de remessa.
Identifique sinais de alerta: documentação inconsistente, atrasos inexplicáveis ou rastreamentos opacos
Analise atentamente padrões operacionais em busca de sinais sistêmicos de advertência:
- Ocorrências recorrentes de retenções alfandegárias sem análise da causa raiz ou planos de ação corretiva
- Lacunas no rastreamento de etapas (por exemplo, ausência de carimbos de data/hora como “liberação alfandegária” ou “saída do portão”)
- Acordos de serviço com linguagem vaga, cláusulas de executividade ausentes ou direitos de alteração unilateral
Lacunas documentais repetidas ou resistência em conceder acesso ao histórico de auditoria após incidentes — especialmente após violações contratuais — são indicadores fortes de governança fraca. Encerre relações onde a transparência é condicional em vez de integrada às operações.
Alinhe as Capacidades do Transitário às Suas Cargas e Rotas Comerciais
Avalie a expertise certificada para o seu tipo de carga — mercadorias perigosas, cargas sob controle de temperatura ou remessas superdimensionadas
Ao lidar com cargas especializadas, é importante trabalhar com transportadoras que possam comprovar sua competência por meio de documentação real, e não apenas promessas vazias. Para materiais perigosos, procure empresas com certificações atualizadas das Regras da IATA para Mercadorias Perigosas e do Código IMDG. Seus funcionários também devem possuir registros adequados de recertificação. Remessas sensíveis à temperatura exigem sistemas de gestão da cadeia fria alinhados aos padrões ISO 13485, além de verificações regulares de terceiros nos equipamentos de refrigeração. Os números contam a história de forma bastante clara – cerca de 2,1 bilhões de dólares foram perdidos globalmente no ano passado apenas devido a problemas de temperatura durante o transporte. O manuseio de cargas superdimensionadas ou projetos especiais exige parceiros com habilidades reais de levantamento de rotas, conhecimento em obtenção de autorizações e acesso efetivo a veículos especiais, como carretas baixas ou reboques extensíveis. Sempre solicite comprovação de certificações, tais como instalações aprovadas pela TSA para cargas aéreas, chapas CSC nos contêineres e permissões ADR ou DOT vigentes para mercadorias perigosas. Essas não são apenas qualificações em papel; representam capacidade no mundo real.
Validar a força regional: redes locais de agentes, proficiência em desembaraço aduaneiro e experiência no mercado de destino
Ao analisar transitários, dê preferência àqueles que possuem seus próprios escritórios ou que já atuam por meio de contratos estabelecidos nas regiões onde os negócios são mais relevantes. Para remessas com destino à América Latina, verifique se já realizaram desembaraços por meio de agências como ANVISA, SENASA ou INVIMA anteriormente. Se as mercadorias seguem para a Europa, certifique-se de que trabalham com despachantes certificados segundo as normas AEO, que tenham acesso direto ao Sistema de Decisão Aduaneira da UE (CDS) e que gerenciem corretamente as carnês TIR. Vá além dos números gerais de desempenho regional — pergunte especificamente sobre suas taxas de sucesso em desembaraço nas rotas exatas de que precisamos, pois locais como Santos ou Roterdã frequentemente enfrentam atrasos de cerca de oito dias quando as empresas não possuem conhecimento local adequado. Avalie também a qualidade real do suporte multilíngue, não apenas se alguém fala outro idioma. Verifique que tipo de acordos de nível de serviço (SLAs) eles possuem para emergências nos portos, como obter confirmação dentro de duas horas e ter alguém no local em até quatro horas quando ocorrerem problemas durante o carregamento ou descarregamento.
Avaliar Transparência, Tecnologia e Integridade de Custos
Exigir rastreamento em tempo real, habilitado por API, com alertas proativos para exceções e acesso a suporte 24/7
A visibilidade hoje vai além de apenas verificar páginas estáticas de rastreamento na tela. O que as empresas realmente precisam são plataformas que se integram a APIs e fornecem atualizações automáticas a cada 30 a 60 minutos, aproximadamente. Essas atualizações incluem a localização dos contêineres por meio do GPS, as temperaturas internas, registros de choques ou vibrações durante o transporte, além de notificações quando os contêineres atravessam zonas geográficas específicas. Os melhores sistemas não esperam que problemas ocorram, mas identificam antecipadamente possíveis falhas, como atrasos na alfândega, congestionamentos nos portos ou mudanças inesperadas de temperatura. Quando algo parece anormal, esses sistemas enviam alertas imediatos por e-mail, mensagens de texto ou diretamente nos softwares de planejamento de recursos empresariais. O monitoramento em tempo real também precisa funcionar ininterruptamente, com apoio de equipes de atendimento ao cliente que falam vários idiomas e seguem tempos rigorosos de resposta. Para problemas comuns, as respostas devem chegar no máximo em quatro horas, enquanto situações urgentes, como carga roubada ou controle de temperatura danificado, exigem ação em até meia hora no máximo. Empresas que implementam esse tipo de infraestrutura registram uma redução de cerca de 47 por cento nos problemas de transporte, comparadas às que dependem de verificações manuais tradicionais ou sistemas que só atualizam periodicamente.
Exija cotações totalmente detalhadas, alinhamento explícito dos Incotermos e nenhuma taxa oculta ou sobretaxa
Ao solicitar orçamentos para transporte, exija sempre uma discriminação detalhada que cubra todas as camadas de custo. Considere o que acontece no ponto de origem primeiro – coisas como acordos de coleta, documentação e trâmites com a alfândega de exportação. Em seguida, analise os custos principais do transporte, incluindo tarifas de frete marítimo ou aéreo, encargos adicionais por combustível e taxas de segurança ao longo do trajeto. Não se esqueça das despesas no destino, como processamento alfandegário de importação, armazenagem nos portos e as taxas finais de entrega para levar as mercadorias até seu destino efetivo. Há também várias taxas regulatórias a considerar, como taxas de usuários da FDA em certos casos ou pagamentos antecipados de IVA na UE. Cada item listado precisa ser explicado claramente em linguagem simples, e não apenas em jargão técnico, e deve referenciar regulamentações específicas ou códigos tarifários como suporte. O orçamento precisa especificar claramente quais regras Incoterms® 2020 se aplicam, se é FCA na origem ou DAP no destino, pois isso faz uma grande diferença quanto a quem assume os riscos, trata dos seguros e divide os custos na entrega da carga. Qualquer proposta que omita fatores importantes como preços sazonais de pico, taxas de detenção, encargos por demora ou ajustes cambiais é lixo incompleto. Pior ainda são propostas que afirmam que poderão acrescentar esses itens posteriormente de alguma forma. Empresas inteligentes estabelecem limites máximos para encargos extras em seus contratos vinculativos, normalmente mantendo-os abaixo de 3% do custo básico do frete. De acordo com especialistas em logística, empresas que aderem a contas totalmente discriminadas conforme os padrões Incoterms acabam discutindo faturas 68% menos vezes por ano em comparação com aquelas que não se preocupam com a documentação adequada.
Seção de Perguntas Frequentes
Quais licenças são necessárias para transitários que lidam com cargas marítimas e aéreas?
Os transitários de carga marítima precisam de uma licença FMC da Comissão Marítima Federal, enquanto o transporte aéreo exige certificação IATA. Além disso, é necessário realizar o registro local para cumprir as regulamentações específicas de cada país.
Quais dados de desempenho devo solicitar dos transitários?
Solicite dados de desempenho auditáveis de 12 a 24 meses, incluindo taxas de entrega no prazo, taxas de sucesso na liberação aduaneira e conformidade com os SLAs. Esses indicadores ajudam a garantir confiabilidade e consistência operacional.
Por que é importante verificar a documentação e as licenças dos transitários?
Verificar a documentação e as licenças diretamente junto às autoridades competentes ajuda a evitar parcerias com empresas fraudulentas e garante conformidade legal durante todo o trânsito.
Como posso garantir a integridade dos custos nas cotações dos transitários?
Exija orçamentos totalmente detalhados com alinhamento explícito aos Incoterms e sem taxas ocultas. Certifique-se de que todas as camadas de custo, desde a origem até o destino, sejam claramente explicadas com referências às regulamentações aplicáveis.
Sumário
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Verifique a Conformidade Regulatória e a Confiabilidade Operacional
- Confirme as licenças FMC, IATA e específicas por país para validar a autoridade legal
- Analise as taxas de entrega no prazo, sucesso no desembaraço aduaneiro e cumprimento documentado dos acordos de nível de serviço (SLA)
- Identifique sinais de alerta: documentação inconsistente, atrasos inexplicáveis ou rastreamentos opacos
- Alinhe as Capacidades do Transitário às Suas Cargas e Rotas Comerciais
- Avaliar Transparência, Tecnologia e Integridade de Custos
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Seção de Perguntas Frequentes
- Quais licenças são necessárias para transitários que lidam com cargas marítimas e aéreas?
- Quais dados de desempenho devo solicitar dos transitários?
- Por que é importante verificar a documentação e as licenças dos transitários?
- Como posso garantir a integridade dos custos nas cotações dos transitários?